O mindset da educação para a informação

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Professor universitário e CEO

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Esperamos mais avanços tecnológicos em muitas áreas do conhecimento. A educação não vai ficar de fora. Mas uma pergunta que não quer calar: haverá mais máquinas mediando a relação do homem com o acesso à informação, mas a mudança de mentalidade para assimilar toda essa
evolução acontecerá? Então, vamos falar de “mindset”, que foi uma palavra muito presente em todos os meus discursos anteriores.

No livro Mindset: a atitude mental para o sucesso, de Carol S. Dweck, a autora dá explicações de como nos tornamos otimistas ou pessimistas, e define os nossos objetivos, a nossa abordagem ao trabalho e às relações sociais e a forma como educamos nossos filhos. É preciso entender como
nossa mente está preparada para enfrentar o novo. E essa novidade, algumas vezes, é assustadora ou pouco explorada porque as pessoas estão com uma atitude mental de que esse novo modelo não dará certo.

Dweck, nesse mesmo livro, dedica um capítulo às atitudes mentais de pais e professores. Eu incluiria ali os filhos e os alunos. Quando entendemos nossa formação e compreendemos o verdadeiro sentido da escola, nosso pensamento pode levar ao sucesso do uso de todo esse ferramental que nos é apresentado com a evolução das formas de aprendizado.

Mais especificamente estou falando de uma atitude mental voltada à educação para a informação. Um projeto do Midia Makers deixou claro que na era da informação é papel da escola ensinar as crianças e jovens a ler, a escrever e a participar do ambiente digital. “Devemos orientá-los para o uso produtivo, ético e responsável da rede, de modo que possam ter voz ativa
em nossa sociedade e saibam utilizar esse ambiente não só a favor do seu crescimento pessoal, mas também para a construção coletiva de uma sociedade melhor”, descreve a página.

É justamente a conquista desse pensamento que estamos falando. De nada adianta o avanço acontecer se a mudança de mentalidade não estiver junta desse processo. Esperamos, portanto, que haja mais conversas entre os responsáveis para que entendam que tipo de atitude mental as pessoas, principalmente das escolas, estão tendo em relação a essa nova dinâmica
de produção informacional. Ainda dá tempo para promover planejamento das ações para os anos letivos vindouros.

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