Luz, câmera, começou a aula: lições do audiovisual para o ensino híbrido

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Educador

Receba nosso ebook para descomplicar suas aulas pela internet

Uma instituição, seja ela do ensino básico ou superior, que queira se destacar na educação em 2021, já saiu na frente e vem intensificando o argumento de captação de alunos com a oferta do ensino híbrido. Basta agora saber como está sendo desenhada essa modalidade de ensino. As técnicas da linguagem audiovisual podem ajudar na hora de criar os ambientes de aula que agora requerem luz, câmera e bastante atenção aos públicos.

Blended learning é um termo em inglês que emerge como um dos conceitos pedagógicos mais populares no início do século XXI. Consideraremos a definição de blended learning, e aqui traduzido como ensino híbrido, conforme a ideia de hibridismo tecnológico na educação definida por Struchiner e Giannella (2018, p. 319):

“hibridismo tecnológico na educação (HTE) é uma expressão polissêmica que identifica e qualifica determinadas características relacionadas à sinergia de tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) na sociedade contemporânea, partindo da perspectiva de que já não é mais possível diferenciar ou tratar separadamente as diversas linguagens e suas mídias, bem como as relações espaço-tempo e físico-virtual em processos educativos”.

Neste sentido, como deve ser a sala de aula nesta modalidade? Estudantes dentro do espaço em que o professor está e a outra parte da turma na sala de casa? É isso que as escolas estão prometendo. Se for assim mesmo, como garantir que aqueles fora do espaço convencional de aula entendam o que está sendo feito? É nessa hora que as técnicas do audiovisual podem ajudar.

Independentemente da plataforma em vídeo que vai mediar essa conversa entre professores e estudantes(Google Meet, Zoom, Microsoft Teams), é importante pensar no enquadramento automático da câmera que será usada para ampliar essa sensação de estar presente para quem assiste de casa. Pensa em um programa de auditório. Você não teria assistido apresentadores que estão a tanto tempo na tevê se a qualidade da imagem fosse ruim, não é mesmo?

O áudio e os ruídos também precisam estar controlados. Imagina um rádio sintonizado fora do dial correto. É agonia na certa. Para quem está em casa também vai ser. Não deve existir cinema com áudio ruim nem tampouco uma aula. Concorda? Muitos estudantes reclamam falta de engajamento nas atividades porque não entendem o que o professor fala no microfone.

Se na sala de aula terá um quadro interativo, é só lembrar de como o jornalismo de tevê utiliza esses recursos. Mais do que pensar em quem escreve, é preciso lembrar de quem assiste. Não é toda caneta nem toda letra que serve para este tipo de interação. Quem está em sala de aula pode até entender, mas agora é importante ter carinho e atenção com quem está em casa assistindo àquela mesma aula.

Por fim, é preciso lembrar que uma aula bem roteirizada tem grande chance de ser sucesso. Aqui ou acolá, a educação não deve parar, mas, sim, adaptar-se e inovar. Que todos esses anos do mercado audiovisual inspirem os gestores de educação na hora de escolher as dinâmicas de uma sala de aula híbrida. Cenário e figurino também vão fazer parte do trabalho do trabalho do professor a partir de agora.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print
Share on email
Share on google
Share on whatsapp

Artigos Relacionados