Adaptação criativa do educador online

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Educador

Receba nosso ebook para descomplicar suas aulas pela internet

Uma nova fase para alguns professores e estudantes se aproxima. No nível superior, nas instituições que conseguiram adaptar-se ao ensino online, é o início do segundo semestre. Para a escola, é a continuidade do ano letivo de 2020. Mesmo com tantas incertezas de retorno às aulas em formato presencial ou à distância, vale destacar essa nova etapa de adaptação criativa que todos os envolvidos em educação irão passar.

Passadas a euforia e a angústia de assumir aulas no modelo online e síncrono ao horário que o aluno estava acostumado e matriculado antes da pandemia do novo coronavírus, é hora de avaliar tudo aquilo que essa lição de isolamento e distanciamento do ambiente acadêmico e escolar nos trouxe. O lado emocional de professores e alunos deve retornar fortalecido a partir da certeza de que esse momento é o tempo da adaptação criativa.

A autopoiese, termo criado na década de
1970 pelos biólogos e filósofos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana para designar a capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios, é o caminho teórico para encontrarmos conforto e fortaleza para entendermos essas novas experiências que virão pela frente com a continuidade das aulas online e remotas. Somos seres autopoiéticos, adaptáveis ao meio e estamos constantemente nos autoproduzindo.

Não é só a autopoiese que nos conforta para entender toda essa adaptação que educadores estão passando, mas é também a linguagem emocional que afeta família, estudantes, docentes e gestores da educação. O afeto na relação estabelecida entre todos esses atores, toda vez que a câmera e o áudio são ligados, é outro fator a ser considerado nas comunicações durante as aulas em que a eletricidade garante o alcance da transferência de Informação.

Com a adaptalidade e os afetos em questão, nas aulas online devemos lembrar que o momento dialógico – mesmo entendendo que cada um esteja em espaços diferentes – acontece entre professores e estudantes porque o espaço digital empodera os sujeitos para uma comunicação mais interativa e participativa.

Para uma maior compreensão deste momento da educação, sugerimos assistir ao vídeo em que as professoras Adriana Rocha Bruno (UNIRIO), Ana Maria Di Grado Hessel (PUC-SP) e Lucila Pesce (UNIFESP) apresentam “O diálogo e agir interativo nas aulas online” durante a Semana Pedagógica do Grupo Educacional Athenas no canal https://youtu.be/trdkpEmPMiM

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print
Share on email
Share on google
Share on whatsapp

Artigos Relacionados