Haverá sala de aula depois do COVID-19?

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Professor universitário e CEO

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Sim. Sempre haverá. Mas a sala de aula como a conhecemos na maior parte do mundo, que teve sua origem na era da Revolução Industrial, não tem mais espaço para ser concebida com a mesma ideia de aplicar o modelo das fábricas. Não é porque a escola vai mudar, mas é porque os professores que estão vivendo na pele a transformação digital voltarão às salas de aula com novas visões de como usar tecnologia na educação.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o fechamento de escolas tem deixado 290 milhões de estudantes sem aulas em 13 países. A estatística, porém, não contabiliza o movimento que algumas instituições tem feito para não deixar que os alunos percam o ano letivo de 2020.

A pandemia do novo coronavírus levou ao fechamento das salas de aulas, mas, ao mesmo tempo, vem despertando uma aceleração do processo que une tecnologia como mediadora do relacionamento entre educadores, estudantes e as famílias. Com crianças, esses laços se estreitaram com a presença dos responsáveis. A educação a distância, com aulas síncronas ou assíncronas, ou seja, no mesmo horário da aula presencial ou gravadas em alguma mídia, foi uma solução encontrada para seguir com o planejamento curricular estabelecido anteriormente.

É fato que querer manter aulas online mostrou que alunos sem acesso a qualquer tipo de computador e internet caíram em um abismo que os deixaram fora da participação dessa dinâmica de ensino e aprendizagem. Caberá à gestão da escola particular e aos governantes, no caso do ensino público, identificar esse gargalo e cobrar dos envolvidos na educação soluções criativas para reduzir essa estatística. O Google Sala de Aula, aplicativo do Google, usado em algumas instituições, que remonta à arquitetura da sala, com alunos, professores, atividades, espaço para avaliações, acaba de integrar novas funcionalidades. A aula dada em vídeo fica disponível dentro deste aplicativo. Quem tem acesso, tem garantia de revisitar o conteúdo a qualquer hora que quiser.

Quando o isolamento social acabar, é preciso que um debate seja feito entre todos os públicos de interesse na educação. É hora de desenhar em conjunto, em postura dialógica, de como deve ser a nova sala de aula. Chegou a hora de ressignificar esse espaço.

Hora de (re)pensar conteúdo e forma da educação. O que vocês acham? Escrevi este artigo para ajudar os stakeholders envolvidos com ensino e aprendizagem. #educação # #inovação #tecnologias2 commentsarticle-comment__guest-imageSign in to leave your commentMarinez Rodrigues Rodrigues

Marinez Rodrigues Rodrigues

Idealizadora do Educasol Brasil e Líder Local do World Creativity Day na World Creativity Day

Eu quero acrescentar minha experiência, sou professora e atualmente empreendedora social. Minha filha de 13 anos está tendo as aulas on line, Cap- Colégio de Aplicação onde ela estuda já tinha uma plataforma para a graduação e pós-graduação então foi só adaptar e ajustar para o ensino Fundamental. Mas observei desde o início que os professores estavam apresentando um conteúdo mais rico, com mais profundidade e contextualizado. Comentei com minha filha que eu tinha a sensação que o conhecimento e a troca de experiências durante as aulas estavam com um grau mais elevado buscando excelência no conteúdo. Então essa semana ouvindo uma live do @flaviotavaresoficial com o @walterlongo , Walter sugeriu uma alternância para a educação, ” em alguns dias da semana on line poderíamos oferecer os conteúdos com aulas em casa, virtuais com a matéria pra pesquisar e assistir e em outros dias da semana aulas presenciais nas escolas para fazermos os deveres , compartilhar dúvidas e interagirem “

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