A escola de câmeras abertas: opções midiáticas para o marketing educacional

Marcio Gonçalves

Marcio Gonçalves

Educador

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Durante a pandemia do novo coronavírus, como as escolas particulares devem planejar a captação de novos estudantes para o ano de 2021? Na incerteza do retorno de toda a turma para o novo ano escolar, algumas ações envolvendo a divulgação da escola para a comunidade precisarão ser além da tradicional “escola de portas abertas”. Para evitar aglomerações de pessoas e o contágio pelo vírus, a escola deve criar alternativas para mostrar o espaço que as crianças, educadores e todo o corpo administrativo ocupam ao longo do ano. 

Na busca por inovação para atender ao modelo híbrido de ensino, em que há uma parte da turma em sala de aula presencial e outra online, o uso de técnicas e equipamentos de áudio e vídeo já tem sido bastante presente.  Os educadores têm desenvolvido habilidades de comunicadores, apresentadores e palestrantes. A câmera de vídeo mostrou que pode ser uma aliada na mediação da relação do ensino com a aprendizagem.

Mas se a escola deve evitar aglomerações para fazer o marketing de divulgação dos espaços  e do projeto político pedagógico, que alternativa pode ser lançada para transmitir o clima escolar para os futuros pais? É aqui que devem entrar os recursos midiáticos. Nessas ações, a produção multimídia, que leva os visitantes para um tour virtual, envolve entrevistas, fotos 360º e vídeos, passeio 3D virtual e até mesmo visualização de planta baixa. 

O Fórum Cultural, por exemplo, sediado em Itaipu, distrito de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, mantém a escola aberta por meio de divulgação de vídeos e fotografias da escola. É possível sentir o clima do espaço por meio dos depoimentos da direção, dos professores e dos próprios alunos. Não basta apenas ter um site para divulgar as atividades. Instituições de ensino têm reconhecido a força das mídias sociais para ampliar o relacionamento com comunidade de pais e responsáveis mantendo perfil aberto em Instagram, Facebook e Youtube.

O Colégio Marista São José, unidade localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, é outro exemplo de escola que usa recursos multimídia para mostrar as atividades realizadas e o espaço físico. Por meio de um tour virtual, que funciona em celulares e computadores, é possível navegar pela biblioteca, salas de aula, auditório e todas as demais dependências do Marista. Com imagens feitas por drones, a unidade do Marista São José, no bairro da Tijuca, também na cidade do Rio de Janeiro, convida para um passeio pelo belo prédio que abriga a escola. 

A Escola Eliezer Max não fica para trás quanto ao uso de recursos de mídia para o marketing educacional. Unindo conteúdo 3D com vídeos de depoimento, é possível conhecer as unidades de Laranjeiras e de Ipanema sem precisar ir à escola porque a imersão é tão próxima da realidade que faz com que tenhamos a sensação da presença física enquanto passeamos pelos cantos da escola. 

A fim de incrementar as estratégias de marketing educacional esses recursos midiáticos mostram-se cada vez mais eficazes em tempos de pandemia e isolamento social. Cabe às instituições apenas um alerta: é preciso estar atento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, pois a imagem das pessoas não deve ser divulgada sem prévia autorização. No caso de menor de idade, vale preservar a identidade dos jovens.

Outras estratégias também podem ser acrescentadas a tudo o que essas escolas já têm feito. Para dar espaço ao vivo, vale a direção conversar nos canais de mídias sociais por meio de lives e uso de Google Meet, Microsoft Teams ou Zoom.

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